terça-feira, 23 de novembro de 2010

Cancro do colo do útero


Introdução:

Este trabalho surgiu no âmbito da disciplina de Área de Projecto que tem como finalidade a reflexão da seguinte questão: O que é o cancro do colo do útero?

O objectivo deste trabalho é apresentá-lo á turma.
                                       




























Cancro do colo do útero:

Causas:

O cancro do colo do útero é uma proliferação anómala de células pertencentes à mucosa que reveste o canal cervical, em que as células alteradas começam por, em primeiro lugar, se multiplicar a uma velocidade superior ao normal na camada superficial para depois, ao fim de um período de tempo prolongado, ultrapassarem o epitélio e penetrarem mais profundamente, formando um tumor. Para além disso, como estas células cancerosas estão menos unidas entre si do que as normais, têm a tendência para se desunirem do tumor, acabando por, com o passar do tempo, se infiltrarem nos tecidos das estruturas vizinhas e se disseminarem através da circulação linfática e sanguínea até órgãos distantes do foco inicial, onde formam metástases.
Esta maior incidência do cancro do colo do útero em mulheres sexualmente activas deve-se, provavelmente, ou pelo menos em parte, às várias infecções sexualmente transmissíveis, sobretudo as infecções provocadas pelo vírus do herpes tipo 2 e o vírus do papiloma humano, que constituem um factor de predisposição. Todavia, é provável que, em alguns casos, exista uma predisposição genética transmitida de forma hereditária, já que o cancro do colo do útero é especialmente frequente nas mulheres com antecedentes familiares do problema.

Evolução

A evolução do cancro do colo do útero é progressiva e passa por vários períodos, bem diferenciados, o que justifica o facto de a terapêutica ser, por vezes, condicionada pela fase de evolução em que a lesão é detectada.
Nas primeiras fases, algumas células da mucosa cervical sofrem uma transformação maligna e começam a reproduzir-se. de forma anómala, sem ultrapassarem, todavia, os limites do epitélio, ou seja, sem invadirem os tecidos mais profundos, o que justifica o facto de se denominar "doença pré-cancerosa" e "lesões pré-cancerosas", de diverso tipo consoante as suas características.


Manifestações

Ao longo das primeiras fases, altura em que ainda é uma displasia ligeira/moderada ou até um carcinoma in situ, o problema não costuma manifestar sinais e sintomas, embora possa ser, felizmente, detectado durante uma consulta de ginecologia. As primeiras manifestações surgem após a transformação do tumor num carcinoma invasivo, cuja penetração nas camadas profundas da mucosa cervical proporciona o desenvolvimento de um certo volume.

Tratamento:


A escolha do tratamento depende sobretudo da dimensão do tumor e da sua possível disseminação. Para uma mulher em idade fértil, a escolha do tratamento pode ainda depender da sua intenção, ou não, de engravidar.
O médico poderá descrever-lhe as opções de tratamento e os resultados esperados para cada um deles. O médico e o doente podem trabalhar em conjunto no desenvolvimento de um plano terapêutico adaptado às necessidades médicas e aos valores pessoais do doente.
As mulheres com cancro do colo do útero podem ser tratadas através de cirurgia, radioterapia, quimioterapia, radioterapia com quimioterapia ou uma combinação dos três métodos.
Em qualquer estádio da doença, as mulheres com cancro do colo do útero podem ser medicadas no sentido de controlar a dor e outros sintomas, para aliviar os efeitos secundários dos tratamentos e para atenuar problemas práticos e emocionais. Este tipo de tratamento é designado por cuidados de suporte, gestão dos sintomas ou cuidados paliativos.

Cirurgia
A cirurgia trata o cancro localmente, no colo do útero e na área adjacente ao tumor.

Sintomas:
As alterações pré-cancerígenas e os cancros precoces do colo do útero não tendem a provocar dor ou outros sintomas. É importante não esperar até surgirem dores para

Consultar o médico.
Quando a doença se agrava, a mulher pode apresentar um ou mais dos seguintes sintomas:


- Hemorragia vaginal anormal


-Hemorragia entre períodos menstruais regulares.


-Hemorragia após relação sexual, irrigação vaginal ou exame pélvico


Períodos menstruais mais prolongados e intensos do que anteriormente
Hemorragias após a menopausa


- Aumento do corrimento vaginal


- Dor pélvica


- Dor durante as relações sexuais


Diagnóstico:




Se uma mulher apresentar um dos sintomas típicos ou um resultado do exame de


Papanicolau que possa sugerir a presença de células pré-cancerígenas ou de cancro do colo do útero, deverá fazer:



- Colposcopia: utilização de um colposcópio para analisar o colo do útero. O colposcópio associa uma luz brilhante a uma lente de aumento para facilitar a visualização do tecido. Não é inserido na vagina. Em geral, a colposcopia realiza-se num consultório médico ou clínica.



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